SOM 1.0 · publicado no IBC 2026
Uma pipeline para o contexto da história.
Todas as ferramentas nela.
O Story Object Model é um padrão aberto para o contexto da história na produção de conteúdo — uma camada sob as ferramentas que você já usa, levando o que é verdade sobre uma Story neste momento e como isso mudou. As ferramentas param de conversar entre si e passam a ler uma única descrição da história, compartilhada e ao vivo.
Entre as catorze organizações champion
Desenvolvido no IBC Accelerator Media Innovation Programme 2026 como o projeto SMART STORIES, com catorze champions e dezessete participantes.
A lacuna
Cada sistema guarda um fragmento. Nenhum guarda a história.
Cada ferramenta de uma redação é precisa sobre a sua própria fatia. As decisões que dão forma à história — segurar um número, qual roteiro vale, o que já foi liberado — circulam por chat, telefone e conversa de mesa em mesa, e raramente sobrevivem à troca de turno.
Tarde da noite, numa notícia urgente, o editor de plantão segura um número de vítimas não confirmado. O espelho fica sabendo; a arte recebe um novo briefing e entende errado; a equipe do site viu o grupo de mensagens e a de redes sociais não; ninguém avisou o letreiro.
O número está retido numa saída e no ar em outra, e amanhã o único rastro é a memória das pessoas. O contexto nunca faltou — ele ficou encalhado onde nenhum sistema conseguia lê-lo.
O editor toma a mesma decisão na ferramenta que já usa, e ela é gravada na Story. Toda ferramenta inscrita vê a decisão na hora e aplica as regras que a sua redação lhe deu: o clipe não pode ir ao ar, a arte não roda, o letreiro tira o número.
A decisão, quem a tomou, quando e por quê ficam registrados — assim como o que cada ferramenta fez a respeito. A pessoa não foi substituída; ela deixou de carregar estado e voltou a tomar a decisão.
A ideia
As ferramentas falam com a história, não entre si
O SOM é um pequeno conjunto de famílias de mensagens JSON sobre uma pipeline publish/subscribe comum. Nada fica acima das ferramentas: nenhum orquestrador, nenhuma aplicação central. Cada participante lê a Story, decide por conta própria e publica o que fez na sua própria família.
Story
O que está acontecendo no mundo: do que se trata, suas fontes e quanto se confia nelas, ciclo de vida e prioridade, a premissa que a redação espera e as afirmações feitas, com o seu estado de revisão.
Asset
O que a redação apura e produz para contá-la — vídeo, áudio, roteiros, artes, transcrições. Só por referência: a mídia nunca trafega na pipeline. Cada Asset carrega sua procedência e sua posição probatória.
Telling
O momento em que um Asset encontra um público por meio de um destino. Uma Story, um conjunto de Assets, qualquer número de Tellings — e a posição de conformidade pertence ao Telling, não à mídia.
Transcrito, não inventado. Os três substantivos saíram das sessões de Story Archaeology — rastreando como o contexto de uma história real circulou entre pessoas e sistemas depois da exibição. O modelo é pequeno porque o vocabulário que as redações já usam é pequeno. Os três substantivos em detalhe →
Comece aqui
Três formas de entrar na pipeline
Um sistema conforme implementa o envelope e apenas as famílias sobre as quais tem algo a dizer. O que isso significa depende do papel que você desempenha.
Você é dono das histórias
Um sistema de pauta ou NCS. Você cria a Story e publica snapshots de story.context: um story_id imutável, um sequence_number crescente e todos os campos, todas as vezes — omissão significa ausência.
Sua ferramenta age sobre regras
Um sistema de espelho, MAM, CMS, playout ou grafismo. Seu executor faz o recall das skills da biblioteca compartilhada, publica skill.warning.raised e decide o que a sua ferramenta retém.
Você move mídia ou saídas
Um storage TAMS ou um MAM anuncia delivery.media_available; um sistema que faz o vínculo publica som.link.*; o playout e as redes sociais publicam som.telling.*.
O livro de regras
O SOM carrega o contexto. As skills carregam o conhecimento.
As regras editoriais são escritas uma única vez, pela redação, no formato aberto do agentskills.io, onde toda ferramenta consegue lê-las. Uma skill é passiva: ela declara o que é verdade, e a ferramenta dona do executor age a partir disso.
Não divulgue um número de vítimas até que duas fontes identificadas e independentes o confirmem, ou até haver uma declaração oficial. Até lá, segure o número em todas as saídas e encaminhe-o à mesa de padrões editoriais.
# illustrative — the same rule, once, for every tool skill: casualty-figure-hold declares: GATE scope: story.context.editorial_gates when: confirming_sources < 2 and no official_statement then: hold · route: standards_desk authored_by: standards desk silence: valid
Uma cópia, um autor. Ninguém traduz a regra para seis produtos de fornecedores diferentes, e nenhum fornecedor precisa de uma cópia da sua política para trabalhar para você. Se uma regra não pode ser avaliada, a saída que ela protege continua retida e uma pessoa decide. Como funciona o recall das skills →
Veja acontecer
Dois cenários de notícia urgente, uma pipeline de histórias
No IBC 2026 o consórcio rodou dois cenários com histórias e fornecedores diferentes, todos lendo e escrevendo a mesma Story com ferramentas reais de produção. Em nenhum deles alguma coisa envia um comando para outra.
O furacão ↗
Texto de agência e um feed de dados meteorológicos na pipeline, com transcrição e inteligência de mídia lendo a Story. Chegam dois clipes — um com credenciais de autenticidade, outro sem — e o gate os trata de forma diferente, com registro. A tempestade é reclassificada na origem, um jornalista confirma, e toda ferramenta que dependia da categoria antiga vê a mudança ao mesmo tempo. Uma afirmação não confirmada, de fonte única, continua segurada enquanto o resto da página vai ao ar.
AP · The Weather Company · Trint · Moments Lab · Cuez · Vizrt · HyperContent AI · Shure · Amazon Web Services
Cenário 02O anúncio do primeiro-ministro ↗
Um anúncio cujo desfecho é desconhecido até ser feito. A Story entra na pipeline com uma premissa esperada e dois conjuntos de roteiros preparados. As ferramentas que a leem seguram rascunhos de posts para redes sociais, sugerem uma unidade de transmissão ao vivo, transcrevem o sinal e propõem a afirmação no momento em que ela é dita — e nada muda até que um jornalista aprove. Essa única aprovação corta o clipe, compromete os roteiros correspondentes, suprime os outros com um motivo registrado e libera os posts segurados.
Reuters · Octopus · LiveU · Fonn Group (Mimir) · Trint · HyperContent AI · Amazon Web Services
Não substitui nada
Um padrão novo, mais junções inteligentes
O hardware teve o GPI; o software teve o MOS, criado por emissoras e fornecedores para a sua indústria e sem dono. O SOM é o equivalente para a era das ferramentas inteligentes, e encontra os padrões que já funcionam onde eles estão.
| Camada | Do que é dona | Relação com o SOM |
|---|---|---|
| NCS / pauta | Criar e redigir a Story | O dono da Story. Publica story.context e é dono da sua sequência. O espelho é uma visão da história; o SOM carrega a história da qual ele é uma visão. |
| MOS | Controle de dispositivos, itens do espelho | As linhas MOS continuam, com uma ponte que as torna cientes do contexto da história. |
| TAMS BBC R&D Time Addressable Media Store | Os frames | O SOM guarda o que os frames significam para a história. Um hold se prende exatamente aos frames que bloqueia, pela Source tams:// e pelo intervalo de tempo; uma citação conhece seus pontos de entrada e saída; quais frames chegaram a qual público vira uma consulta. |
| MAM / outros storages | Essência, versões, recuperação | O mesmo padrão por meio de um locator (store + ref). Mídia no SOM é qualquer mídia, não só TAMS. |
| Agentes & MCP | O que quer que você tenha construído | Continua. Uma saída generativa que é publicada é uma entrada em assets[] com a provenance de autoria; afirmações sobre o conteúdo são assertions[] com um estado de revisão. |
O que o SOM não é: a mídia, o espelho, um MAM, um produto, um software, um substituto para qualquer coisa que você já usa, nem propriedade de fornecedor algum. Como diz o projeto, um padrão que pertence a um fornecedor é um produto; um que pertence a uma indústria é infraestrutura.
O envelope
Toda mensagem compartilha o mesmo invólucro
Um objeto fechado — campos desconhecidos no nível superior falham na validação. Clique em qualquer chave para ler o que ela significa.
som_version
A versão do pacote de schemas à qual o payload está conforme — "1.0.0" para o SOM 1.0.
Apenas informativo: os consumidores NÃO DEVEM ramificar a lógica com base nele. "0.3.2" não é SOM 1.0 — três campos foram retirados antes da ratificação —, então um consumidor não pode tratá-lo como conforme.
As regras que pegam. Emita som_version: "1.0.0" e nunca crie ramificações com base nele. message_type é o único discriminador. correlation_id é obrigatório. topic começa com som. Faça a validação de formatos com format — a maioria dos validadores aceita calada um message_id que não é um UUID. Referência completa do envelope →
Em números
O formato do padrão
Créditos
Feito pela indústria, publicado para a indústria
O SOM ganhou forma no debate aberto — dois hackathons, um grupo de trabalho semanal e seis meses do pontapé inicial a uma pipeline funcionando — e foi publicado como versão 1.0 em 12 de setembro de 2026 no IBC, em Amsterdã.
Seus autores são Jon Roberts, Morag McIntosh, Alex Bassett e John Boucklos. Jon Roberts, Morag McIntosh e Alex Bassett conceberam o modelo e lideraram o projeto, ao lado de Brian Hopman, da AP; John Boucklos foi coautor da especificação, conduziu o schema até a 1.0 e construiu os validadores e o repositório.
A BBC R&D trabalhou na junção com o TAMS. O Google Cloud foi o patrocinador principal do projeto do Accelerator; a Amazon Web Services forneceu a pipeline de referência, o dashboard e o storage TAMS; a The Associated Press e a The Weather Company forneceram dados.
Sem taxa e nada para assinar. Schemas, exemplos, ferramentas e skills são licenciados sob Apache 2.0; o texto da especificação, sob CC BY 4.0. Essas licenças são a totalidade dos termos.
O Accelerator terminou; o grupo de trabalho, não. Ele é aberto a qualquer pessoa que implemente o modelo ou seja afetada por ele, e toda mudança chega como um pull request que qualquer um pode abrir.
Champions · 14
- ITN
- NBCUniversal
- Associated Press
- Channel 4
- Al Jazeera
- The Washington Post
- ITV
- BBC
- Sky
- EBU
- SMPTE
- Reuters
- Scripps
- GC-SC (Global Creative & Security Community)
Participantes · 17
- Shure
- EVS
- Cuez
- Moments Lab
- Perspective Media Group
- Google Cloud
- Trint
- Cognizant
- Amazon Web Services
- Electric Sheep
- Nuvelics
- Octopus
- Fonn Group
- The Weather Company
- HyperContent AI
- LiveU
- Vizrt
Lista conforme registrada no CONTRIBUTORS.md ↗ da especificação.
Perguntas frequentes
Antes que você pergunte
Alguma coisa age por conta própria?
Não. Uma skill declara o que é verdade sobre uma Story; a ferramenta dona do executor decide o que fazer a respeito; uma pessoa aprova tudo o que chega a um público. Uma liberação é concedida a uma versão específica do texto, então uma reescrita reabre o gate em vez de herdar a aprovação. Se uma regra não pode ser avaliada, a saída que ela protege continua segurada e uma pessoa decide.
Isso é para substituir jornalistas?
É para capturar o julgamento deles. As decisões que dão forma a uma história já existem — numa conversa de chat, num novo briefing, na cabeça de alguém — e somem na troca de turno. Escrevê-las na Story coloca cada decisão no registro, atribuída a quem a tomou. A pessoa deixa de carregar estado entre sistemas e passa a tomar a decisão.
O que impede dois sistemas de escreverem versões conflitantes da mesma Story?
Um único escritor. O sistema de gestão de histórias do publicador cria a Story e é dono do seu sequence_number — nunca a agência, nem mesmo num flash. Todo o resto contribui pela sua própria família de mensagens. Quando as skills divergem, os gates se combinam por conjunção (um único hold basta para segurar), a conformidade é fail-closed e uma transformação nunca levanta um hold.
Quem opera a pipeline, e o que acontece quando ela cai?
Cada redação opera a sua, como qualquer outra infraestrutura de mensageria da casa. Quando ela está fora do ar, as ferramentas continuam funcionando sozinhas, como hoje, e se reconciliam ao reconectar — nada depende da pipeline para continuar no ar. Como a Story é republicada inteira, uma ferramenta que volta lê um único objeto e já está atualizada.
O SOM está preso ao Kafka, ou a algum broker?
Não. O SOM define um envelope e sete famílias de payload transportadas sobre uma pipeline publish/subscribe comum. A única regra de topic é que ele comece com som. — e, de qualquer forma, um consumidor nunca deduz o tipo de payload a partir do topic; message_type é o único discriminador.
Por que não apontar um modelo para os sistemas que já temos?
Uma consulta de recuperação responde a uma única pergunta para uma única ferramenta, e ninguém mais vê a resposta. Uma produção precisa do contrário: um estado que toda ferramenta lê de forma idêntica, gates que continuam valendo quando o trabalho passa de um fornecedor para outro, e um registro atribuído de cada decisão. A posição do padrão é que modelos são consumidores do SOM, não um substituto para ele.
A mídia trafega na pipeline?
Nunca. Assets são referências. Na junção com o TAMS, uma Story aponta para uma URI de Source e um intervalo de tempo; um MAM ou qualquer outro storage é endereçado do mesmo jeito, por meio de um locator. A vinculação da mídia a uma Story acontece no ato editorial, nunca na ingestão.
O que acontece com os sistemas que já usamos?
Eles continuam. O SOM não é um MAM, um espelho nem um produto, e não substitui nada. O MOS continua funcionando, com uma ponte que o deixa mais inteligente, e o que você construiu com agentes continua sendo seu. Um sistema basta para começar.
Como adiciono um campo que a especificação não tem?
Coloque-o em extensions["com.{vendor}.{field}"]. Os consumidores DEVEM ignorar as chaves de extensão que não reconhecem e NÃO DEVEM rejeitar a mensagem por causa delas. Valores de enum de fornecedores usam o prefixo x- — x-graphics_pack.
Por que snapshots completos em vez de deltas?
Porque os consumidores entram tarde, reiniciam e perdem mensagens. Uma mensagem story.context é o estado completo da Story, então omissão significa ausente, não sem alteração. Um escritor que envia só os seus próprios campos apaga em silêncio o trabalho de todos os outros — a declaração de conformidade chama isso de o erro mais danoso que uma implementação pode cometer.
Como o padrão muda, e quem decide?
Às claras. Toda mudança chega como um pull request para storyobjectmodel/som, e qualquer um pode abrir um. Dentro da 1.x só entram mudanças aditivas; remover ou renomear qualquer coisa fica para a 2.0, e um campo descontinuado continua funcionando até lá. O que ainda não está resolvido fica listado no registro de questões em aberto.
De quem ele é?
De ninguém. O padrão é aberto e sem dono. Schemas, exemplos, ferramentas e skills estão sob Apache 2.0; o texto da especificação, sob CC BY 4.0. Não há taxa nem nada para assinar.
O que é Story Archaeology?
O método de onde o modelo veio. Pegue uma história real depois da exibição e rastreie como o seu contexto de fato circulou, salto a salto, entre pessoas e sistemas — onde o conhecimento foi criado, onde se perdeu e quem o carregou na mão. Story, Asset e Telling foram transcritos dessas sessões, não inventados.
Leituras complementares
Direto da fonte
Este site é um guia secundário e não oficial. Estas são as fontes primárias — as três primeiras são o próprio padrão.
storyobjectmodel.com ↗
O enquadramento do próprio padrão, as duas demonstrações do IBC, princípios, FAQ, como participar, o emulador ao vivo e os schemas servidos nas suas URLs permanentes.
GitHub — o repositório da especificação · SOM 1.0 · 12 de setembro de 2026storyobjectmodel/som ↗
Os sete schemas normativos, 18 exemplos completos e 20 casos que devem ser rejeitados, os validadores, a biblioteca de skills e os documentos de conformidade, compatibilidade e migração.
Jon Roberts, em nome dos autores · Setembro de 2026Introduction and principles ↗
Por que a história nunca teve um modelo quando a mídia e o controle tinham, os três substantivos e os seis princípios pelos quais toda mudança futura precisa passar.
TVBEurope — Milan Varga, Octopus Newsroom · Setembro de 2026Transforming newsrooms with agentic workflows ↗
O relato de um participante sobre o projeto e o argumento da procedência para explicar por que uma emissora deveria se importar.
AP Workflow Solutions — Brian Hopman · 2026The next newsroom coordination problem ↗
Por que o MOS não é o que está sendo substituído, e onde a linha entre o SOM e as skills é difícil de traçar.
TVBEurope — Ash Ellis, Moments Lab · Setembro de 2026Solving the story context gap ↗
O que significa, para um fornecedor, publicar na pipeline em vez de passar conteúdo de uma interface para outra.
Octopus Newsroom — entrevista com Milan Varga · 2026Writing an open standard for story context ↗
A história de origem: o significado de uma história nunca foi escrito numa forma que pudesse circular.
Trint — Tessa Kaday · Agosto de 2026The Smart Stories Project at IBC Accelerator ↗
A versão curta, escrita antes das demonstrações do IBC.
IBC Accelerator · 2026Incubator 2026: SMART STORIES — the agentic production ecosystem ↗
A página do projeto no Accelerator, como o programa o registra.
Leia. Construa com base nele. Conte o que quebrar.
A especificação está publicada e é livre para implementar. Para construir com base nela, escrever skills, conduzir uma sessão de Story Archaeology ou entrar no grupo de trabalho, fale diretamente com o projeto.